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Tópico: Forma de Governação. Républica, Monarquia, ... ?

  1. #21
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    Claro que consegues. Mas isso consegues em todos os regimes. É sempre através de uma revolta.
    Num sistema democrático bem estruturado, e constituido, é que através de referendos, eleições, e afins, que conseguimos mudar. Nós é que também devemos ter a consciência que quando escolhemos alguém para nos Governar, elas vão lá ficar durante o tempo do seu mandato, e a nós, como eleitores, cabe é analisar bem essa pessoa, e as suas propostas e afiliação.
    Não podemos andar a trocar sempre de Governantes, quando eles fazem asneira, quando eles foram eleitos pela nossa maioria. Nós temos é de tomar escolhas conscientes.
    Numa monarquia ou numa ditadura o povo está já mentalizado para o seguinte: Não posso escolher o meu lider/governo e tanto como o outro é vitalicio ou seja apenas o rei/presidente apenas são substituidos após a sua morte. Ou seja tens a noção e o povo sabe que se unir pode derrotar o seu lider e substituir facilmente o governo (como aconteceu na passagem de monarquia a républica ou do Estado Novo para a Democracia Constitucional actual), morreu o governante e substitui-se o modo de governar. Mas se formos uma Democracia a ideia que o povo tem é +ou- esta: "...este governo tá fazer tudo mal, para proxima em vez de votar nestes vou votar nos outros" e até podes trocar o teu voto e votar no partido X em vez de votares no partido Y, mas quem te garante que os votos são verdadeiros ? Ou por exemplo a campanha terá sido justo ? Há partidos politicos que tem muito mais dinheiro para a campanha que outros, e nem por isso tem melhores ideias.

    Não sei me estou a fazer entender. Mas espero que sim

  2. #22
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    Numa monarquia ou numa ditadura o povo está já mentalizado para o seguinte: Não posso escolher o meu lider/governo e tanto como o outro é vitalicio ou seja apenas o rei/presidente apenas são substituidos após a sua morte. Ou seja tens a noção e o povo sabe que se unir pode derrotar o seu lider e substituir facilmente o governo (como aconteceu na passagem de monarquia a républica ou do Estado Novo para a Democracia Constitucional actual), morreu o governante e substitui-se o modo de governar. Mas se formos uma Democracia a ideia que o povo tem é +ou- esta: "...este governo tá fazer tudo mal, para proxima em vez de votar nestes vou votar nos outros" e até podes trocar o teu voto e votar no partido X em vez de votares no partido Y, mas quem te garante que os votos são verdadeiros ? Ou por exemplo a campanha terá sido justo ? Há partidos politicos que tem muito mais dinheiro para a campanha que outros, e nem por isso tem melhores ideias.

    Não sei me estou a fazer entender. Mas espero que sim
    Mas essa mentalidade do "ah e tal tá tudo mal, vamos mudar". Só dá é barraca. Crias instabilidade, irresponsabilidade, nada mais. As pessoas olham para alguém, e ao mínimo desacordo geral que ela faça, pronto, lá vai tudo para a rua remover o Governante, e colocar outro. E vamos andar assim, a fazer isto sistemáticamente?
    Vamos andar a agradar a gregos e tróianos com governos de 6 meses? Em que nada muda, tudo permanece. Em que ninguém está no poder a tempo suficiente para realmente mudar algo, e está sempre a olhar por cima do ombro à espera da próxima revolta popular?
    "Os últimos foram os zéquinhas, mas eu como fui elevado a governo pelos zéquinhas, já sei que se os manélistas não gostarem, vou ser derrubado para um manélista". É está a ideia política que tu tens? Uma espécie de MacDonalds?

    A ideia do sistema democrático é que podes escolher os teus líderes políticos, quando achas que eles são maus, quando o seu mandato termina. E que quando esses governantes são realmente maus, tens modos e mecanismos para poderes trocar essas pessoas, ou fazer que essas pessoas não consigam levar avante as más decisões.
    Mas qual voto verdadeiro? É mais verdadeiro andar a trocar de líderes políticos através de revoltas, que por votos?
    Se tens um mau Governantes, trocas. Se ele foi bom, eleges para um novo mandato. Trata-se de existir a escolha, e a opção. Agora, os eleitores é que tem de ter a consciência e a responsabilidade, e zelar pelos seus mecanismos democráticos, e não sentar no banco, e lá os senhores do governo que decidam.
    E depois, quando tudo está mal, e está cada vez pior, é que se lembram que querem fazer algo, e podem fazer algo. Mas estiveram tanto tempo encostados, que tudo mudou.

  3. #23
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    Numa monarquia ou numa ditadura o povo está já mentalizado para o seguinte: Não posso escolher o meu lider/governo e tanto como o outro é vitalicio ou seja apenas o rei/presidente apenas são substituidos após a sua morte. Ou seja tens a noção e o povo sabe que se unir pode derrotar o seu lider e substituir facilmente o governo (como aconteceu na passagem de monarquia a républica ou do Estado Novo para a Democracia Constitucional actual), morreu o governante e substitui-se o modo de governar. Mas se formos uma Democracia a ideia que o povo tem é +ou- esta: "...este governo tá fazer tudo mal, para proxima em vez de votar nestes vou votar nos outros" e até podes trocar o teu voto e votar no partido X em vez de votares no partido Y, mas quem te garante que os votos são verdadeiros ? Ou por exemplo a campanha terá sido justo ? Há partidos politicos que tem muito mais dinheiro para a campanha que outros, e nem por isso tem melhores ideias.

    Não sei me estou a fazer entender. Mas espero que sim
    O dinheiro comanda tudo, até opiniões e votos.
    Compreendo, dá-se o exemplo do Sócrates e do actual Passos Coelho. O Sócrates era uma ***** depois votaram no Passos Coelho que também é uma *****, agora veremos qual vai ser a próxima *****.
    E vamos andar sempre nisto até que alguém que tenha quilhões bem no sitio decida falar por todos.
    Editado pela última vez por ROMANVM; 09.01.2013 às 22:56.
    The object of life is not to be on the side of the majority, but to escape finding oneself in the ranks of the insane. -- Marcus Aurelius

  4. #24
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    Mas essa mentalidade do "ah e tal tá tudo mal, vamos mudar". Só dá é barraca. Crias instabilidade, irresponsabilidade, nada mais. As pessoas olham para alguém, e ao mínimo desacordo geral que ela faça, pronto, lá vai tudo para a rua remover o Governante, e colocar outro. E vamos andar assim, a fazer isto sistemáticamente?
    Vamos andar a agradar a gregos e tróianos com governos de 6 meses? Em que nada muda, tudo permanece. Em que ninguém está no poder a tempo suficiente para realmente mudar algo, e está sempre a olhar por cima do ombro à espera da próxima revolta popular?
    "Os últimos foram os zéquinhas, mas eu como fui elevado a governo pelos zéquinhas, já sei que se os manélistas não gostarem, vou ser derrubado para um manélista". É está a ideia política que tu tens? Uma espécie de MacDonalds?

    A ideia do sistema democrático é que podes escolher os teus líderes políticos, quando achas que eles são maus, quando o seu mandato termina. E que quando esses governantes são realmente maus, tens modos e mecanismos para poderes trocar essas pessoas, ou fazer que essas pessoas não consigam levar avante as más decisões.
    Mas qual voto verdadeiro? É mais verdadeiro andar a trocar de líderes políticos através de revoltas, que por votos?
    Se tens um mau Governantes, trocas. Se ele foi bom, eleges para um novo mandato. Trata-se de existir a escolha, e a opção. Agora, os eleitores é que tem de ter a consciência e a responsabilidade, e zelar pelos seus mecanismos democráticos, e não sentar no banco, e lá os senhores do governo que decidam.
    E depois, quando tudo está mal, e está cada vez pior, é que se lembram que querem fazer algo, e podem fazer algo. Mas estiveram tanto tempo encostados, que tudo mudou.
    A questão não é mudar só porque não vou com a cara do 1ºMinistro mas o facto de que se "eles" quiserem por mais que o povo vote o resultado é sempre o mesmo. Claro que isso é aldrabice e pode ser visto como uma ditadura. Mas foi como eu referi, por exemplo os partidos mais pequenos não conseguem fazer a campanha que os outros fazem, ou por exemplo tu até podes ser muito dotado para a politica mas se não tiveres dinheiro para campanha e os "boys" em teu redor achas mesmo que consegues ganhar ? A questão é essa. A voz do povo nunca chega ao parlamento mas sim os interesses individuais ou de minorias de estratos sociais monetariamente mais favorecidos. Quem vence eleições em Portugal não é quem tem melhores ideias e melhor capacidade de governação mas sim quem tem mais poder, mais dinheiro e mais influencia interna.

  5. #25
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    A questão não é mudar só porque não vou com a cara do 1ºMinistro mas o facto de que se "eles" quiserem por mais que o povo vote o resultado é sempre o mesmo. Claro que isso é aldrabice e pode ser visto como uma ditadura. Mas foi como eu referi, por exemplo os partidos mais pequenos não conseguem fazer a campanha que os outros fazem, ou por exemplo tu até podes ser muito dotado para a politica mas se não tiveres dinheiro para campanha e os "boys" em teu redor achas mesmo que consegues ganhar ? A questão é essa. A voz do povo nunca chega ao parlamento mas sim os interesses individuais ou de minorias de estratos sociais monetariamente mais favorecidos. Quem vence eleições em Portugal não é quem tem melhores ideias e melhor capacidade de governação mas sim quem tem mais poder, mais dinheiro e mais influencia interna.
    Mas existe algum partido em Portugal que seja realmente solução a algo? Só se estiverem soterrados em algum canto poeirento. Porque todos os partidos que temos, os principais PSD, PSD, CDS-PP, PCP, BE e PCP disfarçado de Verde, são sempre a mesma coisa. Só tens é de decidir a cor que achas mais bonita, porque de resto, vais bater sempre no mesmo lado.
    A única grande diferença, é que em termos de poder nacional, só os três primeiros tiveram o pouso, e os outros andam a salivar para o ter.

    A voz do Povo nunca se fez ouvir em anos. Anos! Só agora, quando o barco está quase todo submersso é que uns génios se lembraram de revoltar. Já havia quem dizia que isto estava mal, ia correr mal, mas ninguém passou charuto, e agora é que se lembram todos.
    E também no Povo ninguém quis saber. Pouco se preocuparam, porque de um modo ou de outro, as vontades da maioria das pessoas foi sendo saciada. Seja em forma de subsídios, seja em forma de cargos e empregos em organismos do Estado, como as câmaras, juntas e afins.
    E as estruturas, e os mecânismos foram sendo corrompidos e manipulados pelas vontades pessoais, e privadas de alguns.
    Tu falas ai dos dinheiros para as campanhas e afins. Mas quantas vezes ouviste alguém se queixar desse aspecto, dos fundos gastos e dinheiros, a não ser como a uns tempos quando a crise se acentuava e estavamos em eleições?
    Quase ninguém. Porque? Porque havia comidinha, havia fetarola. A bandeirinha do partido para abanar. E aquela vaidade de se dizer "eu fui ao comício do não sei das quantas". E quantas vezes não se ia ao comíciozinho lá à zonazinha, e conhecias um amigo de não sei quem, que te arranjava um lugarzinho para o teu neto lá na junta de freguesia a fazer nenhum, mas a ganhar algum?

    Isto quase que faz lembrar o sketch do Gato Fedorento, sobre o Berardo e o excêntrico. O Governo faz, é corrupção, o Povo faz, é amizade.

  6. #26
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    Mas essa mentalidade do "ah e tal tá tudo mal, vamos mudar". Só dá é barraca. Crias instabilidade, irresponsabilidade, nada mais. As pessoas olham para alguém, e ao mínimo desacordo geral que ela faça, pronto, lá vai tudo para a rua remover o Governante, e colocar outro. E vamos andar assim, a fazer isto sistemáticamente?
    Vamos andar a agradar a gregos e tróianos com governos de 6 meses? Em que nada muda, tudo permanece. Em que ninguém está no poder a tempo suficiente para realmente mudar algo, e está sempre a olhar por cima do ombro à espera da próxima revolta popular?
    "Os últimos foram os zéquinhas, mas eu como fui elevado a governo pelos zéquinhas, já sei que se os manélistas não gostarem, vou ser derrubado para um manélista". É está a ideia política que tu tens? Uma espécie de MacDonalds?

    A ideia do sistema democrático é que podes escolher os teus líderes políticos, quando achas que eles são maus, quando o seu mandato termina. E que quando esses governantes são realmente maus, tens modos e mecanismos para poderes trocar essas pessoas, ou fazer que essas pessoas não consigam levar avante as más decisões.
    Mas qual voto verdadeiro? É mais verdadeiro andar a trocar de líderes políticos através de revoltas, que por votos?
    Se tens um mau Governantes, trocas. Se ele foi bom, eleges para um novo mandato. Trata-se de existir a escolha, e a opção. Agora, os eleitores é que tem de ter a consciência e a responsabilidade, e zelar pelos seus mecanismos democráticos, e não sentar no banco, e lá os senhores do governo que decidam.
    E depois, quando tudo está mal, e está cada vez pior, é que se lembram que querem fazer algo, e podem fazer algo. Mas estiveram tanto tempo encostados, que tudo mudou.
    Citação Resposta Original de Henrikus Ver Post
    A questão não é mudar só porque não vou com a cara do 1ºMinistro mas o facto de que se "eles" quiserem por mais que o povo vote o resultado é sempre o mesmo. Claro que isso é aldrabice e pode ser visto como uma ditadura. Mas foi como eu referi, por exemplo os partidos mais pequenos não conseguem fazer a campanha que os outros fazem, ou por exemplo tu até podes ser muito dotado para a politica mas se não tiveres dinheiro para campanha e os "boys" em teu redor achas mesmo que consegues ganhar ? A questão é essa. A voz do povo nunca chega ao parlamento mas sim os interesses individuais ou de minorias de estratos sociais monetariamente mais favorecidos. Quem vence eleições em Portugal não é quem tem melhores ideias e melhor capacidade de governação mas sim quem tem mais poder, mais dinheiro e mais influencia interna.
    Exacto. Podes votar quanto quiseres mas tás a votar sempre para o mesmo caminho. O Livre-arbítrio acaba por ser nulo, visto que por muito mais que votes não sabes em quem estás a votar e não tens a opção de votar em quem realmente o merece mas não tem a oportunidade por motivos de poder ao financeiros.
    Se fores a excepção à regra nunca vais ter a oportunidade de fazer a diferença, pois existe mais atrás da cortina do que o próprio rei.
    Por isso digo que qualquer um que esteja a concorrer é igual porque se tem de submeter às regras do Sistema.
    Editado pela última vez por ROMANVM; 09.01.2013 às 23:26.
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  7. #27
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    Mas existe algum partido em Portugal que seja realmente solução a algo? Só se estiverem soterrados em algum canto poeirento. Porque todos os partidos que temos, os principais PSD, PSD, CDS-PP, PCP, BE e PCP disfarçado de Verde, são sempre a mesma coisa. Só tens é de decidir a cor que achas mais bonita, porque de resto, vais bater sempre no mesmo lado.
    A única grande diferença, é que em termos de poder nacional, só os três primeiros tiveram o pouso, e os outros andam a salivar para o ter.

    A voz do Povo nunca se fez ouvir em anos. Anos! Só agora, quando o barco está quase todo submersso é que uns génios se lembraram de revoltar. Já havia quem dizia que isto estava mal, ia correr mal, mas ninguém passou charuto, e agora é que se lembram todos.
    E também no Povo ninguém quis saber. Pouco se preocuparam, porque de um modo ou de outro, as vontades da maioria das pessoas foi sendo saciada. Seja em forma de subsídios, seja em forma de cargos e empregos em organismos do Estado, como as câmaras, juntas e afins.
    E as estruturas, e os mecânismos foram sendo corrompidos e manipulados pelas vontades pessoais, e privadas de alguns.
    Tu falas ai dos dinheiros para as campanhas e afins. Mas quantas vezes ouviste alguém se queixar desse aspecto, dos fundos gastos e dinheiros, a não ser como a uns tempos quando a crise se acentuava e estavamos em eleições?
    Quase ninguém. Porque? Porque havia comidinha, havia fetarola. A bandeirinha do partido para abanar. E aquela vaidade de se dizer "eu fui ao comício do não sei das quantas". E quantas vezes não se ia ao comíciozinho lá à zonazinha, e conhecias um amigo de não sei quem, que te arranjava um lugarzinho para o teu neto lá na junta de freguesia a fazer nenhum, mas a ganhar algum?
    Isto quase que faz lembrar o sketch do Gato Fedorento, sobre o Berardo e o excêntrico. O Governo faz, é corrupção, o Povo faz, é amizade.
    Pois, infelizmente é o país e o povo que temos (na sua maioria). Mas se tiveres 3 filhos e 1 mulher e forem todos drogados vais deixar que eles continuem por esse "mau" caminho só porque eles estão em maioria ?! Claro que não vais intervir. Quem tem mais cabeça mais capacidade de decisão e raciocinio deve sempre intervir, mesmo seja 1 contra 1000, se quem percebe realmente de politica tivesse mais intervenção podia ser que se começassem a mudar mentalidades mas infelizmente quem tem mais intervenção nem sempre é quem sabe mais e já diz o povo: "Junta-te aos bons e será como eles, junta-te aos maus e serás pior do que eles". O Povo português tem esta atitude do deixa andar, de que está sempre tudo bem (ou então que podia estar pior...) o que se formos a ver é identico à atitude do nosso Presidente, ...e o governo o que faz, só o faz porque é a mando da troika e das agencias de rating.

  8. #28
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    Pois, infelizmente é o país e o povo que temos (na sua maioria). Mas se tiveres 3 filhos e 1 mulher e forem todos drogados vais deixar que eles continuem por esse "mau" caminho só porque eles estão em maioria ?! Claro que não vais intervir. Quem tem mais cabeça mais capacidade de decisão e raciocinio deve sempre intervir, mesmo seja 1 contra 1000, se quem percebe realmente de politica tivesse mais intervenção podia ser que se começassem a mudar mentalidades mas infelizmente quem tem mais intervenção nem sempre é quem sabe mais e já diz o povo: "Junta-te aos bons e será como eles, junta-te aos maus e serás pior do que eles". O Povo português tem esta atitude do deixa andar, de que está sempre tudo bem (ou então que podia estar pior...) o que se formos a ver é identico à atitude do nosso Presidente, ...e o governo o que faz, só o faz porque é a mando da troika e das agencias de rating.
    Nem vejo a ligação. É que tu estas literalmente a agarrar numa situação que alguém que tenho o mínimo de dois dedos de testa vê que é mau. Parece que tás a tentar caçar pardais com armas nucleares.
    A maioria vence no que interessa ao voto, pronto. Mas isso não te garante que a minoria esteja correcta, por muito mais errada que a maioria esteja. Poderá estar menos errada, mas isso não quer dizer que esteja automáticamente certa. Agora a minoria deve tentar fazer zelar, e partilhar as suas visões e opiniões para com os outros.
    Agora, claro, que se quando partilhas a malta de responde "ah, mas se a maioria é assim, e tu não o és, só tens de ser porque se não nunca vais ser alguém". Entre outras... tu ficas a pensar. E começas a pensar se a dita minoria é assim tão diferente da maioria.

    Temos de ir aos poucos, e não andar a relegar tudo para quem no papel é melhor. Todos temos um papel, e responsabilidade, por menor que ele seja, temos de fazer. E zelar.

    Epah... o Cavaco anda a engonhar. Simples.
    O Governo faz o que faz porque é a manda da troika e das agências de rating também é estar a desculpar. Mas pronto, é como sempre se fez cá.
    "A culpa não é nossa. É do gajo que veio antes de nós, e é do gajo que tá lá fora a opinar e tal. Nós somos uns coitadinhos, e nada de mal fazemos. 'Bora lá fazer mais uns vídeos para o youtube, a mostrar o quão boa gente nós somos."

    PS: É que também, voltando atrás, a maioria usa argumentos como "Se eles não pagam, eu também não pago". "Ah, fala ali com o teu tio, que ele conhece um senhor que trabalha na câmara e mete-te lá". "Este ano quero ir alugar uma casa uns dias no Algaver, por isso mete ai a dizer que precisamos de subsídio para os putos andarem na escola. O Estado é rico, que pague". E entre outras... Mas é uma maioria que é quase todos, porque não sabemos ver o mal que nós, pessoalmente, fazemos. Só sabemos ver o dos outros, e mesmo assim é só dos que não gostamos, ou não conhecemos, porque do amigo ninguém diz nada.
    Editado pela última vez por VHM; 09.01.2013 às 23:58.

  9. #29
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    Vou fugir 1 pouco à questão do tópico, mas vai em seguimento ao que já foi escrito aqui.

    Na minha opinião, o sistema democrático português não é mau. Simplesmente é mal aplicado e mal controlado. O problema na minha opinião até está na justiça. O problema de o país estar como está é que as pessoas deixam também... A quantidade de abstenção foi absurda... agora eu digo, que moralidade é que o pessoal que não vai votar tem para falar mal do governo? Acham mesmo que eu acredito que toda aquela gente que foi às manifestações foi toda votar? Acham mesmo que os sindicatos fazem algo de jeito, só mandar vir e só mandar vir? 1 fábrica por exemplo ta sem dinheiro, recusam baixar salarios, a fabrica vai com os porcos pq n ha dinheiro e o sindicato continua a ser excelente? os comícios dos partidos tb sao excelentes pq enchem a barriguinha do povo nos jantares? e por aí fora...

    O prob não é do sistema, é das pessoas... e o país está como está porque deixaram... deixaram-nos mamar mamar mamar, cagam para as eleições, ou votam naqueles que fazem promessas sem nexo ou por bandeiras, protestam protestam mas não fazem nada para remediar isso, e dp ainda se queixam? O problema está nas pessoas, e acima de tudo, na justiça.

    Acredito que muita cena que este governo fez não tem o mínimo nexo, mas as pessoas tb pegam em todo o nicho e não veem o que realmente tem que ser feito. Este governo tem coisas boas e coisas más. Agora 1 pessoa tb tem que por algo na consciência e ver se a culpa não é dela tb... principalmente aqueles que não votam e deixam andar.
    Editado pela última vez por Beats29; 10.01.2013 às 01:17.

  10. #30
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    Acho que maior problema dos que não votam, é os que votam porque sim, é giro. E por cores políticas, ou quase como se fossem clubes de futebol.
    Como realmente podes fazer contestação quando vais votar, e não vês nenhuma solução lá presente? Votas em branco? Cujos votos para serem válidos tem de ser uma enormidade. Ou ficas em casa, que te vale o mesmo que ires votar em branco, a quase?
    A grande contestação que se faz novo é mudar do PS, para o PSD, e depois aparecem aqueles malucos, aqueles super rebeldes que votam no CDS-PP, ou então aqueles malucos que deviam estar sempre sedados, porque não há maior rebeldia que votar no PCP, no BE, ou assim...

    De resto, concordo em quase tudo. O maior problema é das pessoas, e em termos de justiça, penso que as pessoas sejam ainda a base mais preocupante. É a Sociedade, como ela opera. Se mudarmos uma, ou conseguirmos fazer com que ela veja de modo diferente, pronto, poderá ser algo de bom.

    Eu muitas vezes olho para os sindicatos, os maiores, e só vejo burrice. Ainda agora foi a greve dos estivadores que colocou o Porto de Lisboa em risco, e deixou muitos estivadores em pior situação que antes.
    E depois é as outras coisas, como os sindicatos que o que lhes interessa é os seus, e não os trabalhadores e o bem estar geral de todos.

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