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Tópico: Lei Anti-Palmada

  1. #21
    Membro do Fórum
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    31.12.2008
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    Não que não concorde com tudo o que foi aqui dito, acredito que uma palmada de vez em quando é necessária, mas há pessoas que exageram, mas acho que estão a julgar um país com um determinado conjunto de valores e educação baseado no nosso proprio. Não podemos estar a julgar a Suécia baseando-nos no nosso país. Quanto ao facto dos psicopatas e afins, acho isso muito básico, está mais que provado que os psicopatas existem em qualquer sistema de educação ou sociedade. Se forem julgar para isso, olhem para os EUA, que têm imensos casos e não têm nada anti-palmadas.

  2. #22
    Membro do Fórum aqua regia's Avatar
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    19.07.2007
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    Tópico interessante este. Quando li que esse documentário tinha como localização a Suécia, a primeira coisa que me ocorreu em pensamento foi: "já começo a compreender o porquê da taxa de paricídio nos países nórdicos".

    Vou dar a minha humilde opinião como pai de uma criança de 7 anos e com a comparação entre a educação católica que tive e a educação liberal que tento dar ao meu filho. Quando digo liberal não significa que o deixe fazer tudo o que quer, óbvio, mas sim que deixo ao seu critério as escolhas que quer fazer na vida, apesar de acompanhar/aconselhar/opinar sobre elas.

    Levei muita porrada quando era puto. Era um puto traquina, confesso. Mas acho que era igual a tantos outros putos, pelo menos muitos dos que conhecia. Faz parte da idade tentarmos ir até aos limites nem que seja para vermos até onde podemos ir. Vendo isso agora passados tantos anos, acho que me fez muito bem ter levado alguns tabefes/palmadas/castigos dos meus pais. Acima de tudo, fez-me ter noção do que é estar e a partir de onde a minha liberdade atropela a dos outros. Com isso fui aprendendo valores sociais e fui crescendo enquanto individuo.

    No meu dia a dia, agora enquanto pai e me deparando com um "espelho" meu, consigo ter um pouco mais discernimento que os meus pais (penso eu) porque consigo identificar certas atitudes porque as conheço. Vivi-as.

    Ser pai é isso!! É nunca esquecer que também fomos crianças e nunca fazer aos nossos filhos aquilo que ainda nos lembramos, agora passados tantos anos (traumas?!?! Talvez...não sei), que nos foi feito pelos nossos pais. Isto é ambiguo pois se por um lado posso ver isto como um trauma, por outro também o posso entender como uma lição aprendida que ficou registada. Mas ser pai também é dar directrizes de como as coisas funcionam em sociedade. De como devemos agir perante terceiros e como devemos exigir sermos tratados. Mas adiante, estou a ficar off-topic.

    Palmada é diferente de espancamento. Assim como razão não é compatível com descontrolo. Portanto, apesar de nunca ter batido ao meu filho, defendo que uma palmada na altura certa ou um castigo aplicado que se leve até ao fim, faz muito sentido.

    Bater num filho em público, é descontrolo. Espancar um filho ou humilhá-lo em público é estupidez e incompetência, não quanto à parentalidade/maternidade/paternidade mas sim quanto à humanidade. Essa pessoa, na minha opinião, há muito que perdeu a sua humanidade ou racionalidade...ou para lá caminha. E isso não o irá ajudar em nada, pelo contrário. Irá sim provocar um distanciamento ainda maior da criança, um desapego dos pais e um instinto precoce de autonomia, pseudo-independência e muita revolta. O mais certo, com uma herança destas, é tornar-se num adulto igual aos pais.

    Quanto ao caso da Suécia, se está em vigor acredito que funcione. Mas gostaria de ver como resolvem eles as birras dos putos, as teimosias e a "maldade" com que por vezes fazem as coisas. As crianças não são assim tão inocentes quanto se pensa. Elas sabem bem o que fazem e porque o fazem. Podem sim, não pensar seriamente nas consequências totais dos seus actos. Isso está à vista em muitos casos que se sabem.

    Mas gostava também que expusessem a quantidade de casos de maus tratos a pais por filhos. Assim conseguiriam avaliar uma competencia de uma lei educativa generalizada.

    Por fim, no desconhecimento total dessa lei e assumindo o conceito de palmada como o conheço, acho uma estupidez essa institucionalização. O meu filho não é igual a todos os filhos. Se não me respeita, vou deixá-lo andar como quer e lhe apetece? Que faz então o estado sueco para defender os pais? E até que idade essa lei tem legitimidade? O meu filho quando tiver 13 ou 15 anos provavelmente irá ter mais fisico que eu, corro o risco de espancamento? De um dia se passar e me meter na rua? É que se sim, então deixem-me começar a bater-lhe já!

    Desculpem o testamento mas entusiasmei-me.

  3. #23
    16th Emperor ROMANVM's Avatar
    Data de Adesão
    06.12.2012
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    30

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    Não sou a favor. Por isso é que se vai aos hospitais à sexta e ao sábado à noite e se vê uma fila de malta nova em coma alcoólico, isto revela que os país já não tem autoridade sobre eles. Provavelmente no dia seguinte estão lá outra vez.
    The object of life is not to be on the side of the majority, but to escape finding oneself in the ranks of the insane. -- Marcus Aurelius

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