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Tópico: Língua Portuguesa

  1. #11
    Membro do Fórum smigle's Avatar
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    Citação Resposta Original de zepiqueno Ver Post
    Vocês estão a fazer um bruto cinema, não se esqueçam que o internacionalismo na escrita não é muito importante, mas sim formas rápidas, ou mais fáceis de nos exprimirmos, o grande "inimigo" aqui é certamente o "pitês" a dar cabo da nossa escrita desde 2002 (por aí xD)
    efeito borboleta: "o bater de asas de uma borboleta no Japão pode causar um tsunami na Europa." ou seja, de algo pequeno pode nascer algo gigante e destruidor
    e o inimigo não é o "pitês" é quem o permite!

    o que vai acontecer é que vamos ter 10 milhões de "doutores" no país dos quais 9 milhões vão ser burros! não vão saber pensar, não vão saber escrever por causa de acontecimentos deste género.
    Mas como nos não prevenimos, remediamos, vamos continuando nesta moda do "DeixaAndarAteBaterNoFundoQueDepoisPensamosEmQualq uerCcoisa".

  2. #12
    Membro do Fórum metabot's Avatar
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    Citação Resposta Original de VHM Ver Post
    Entre o acordo ortográfico.
    Agora a publicidade do Mudasti.
    E as recentes "manias" da juventude portuguesa de usar estrangeirismos, tais como "whatever", "be rigth back", entre outras tantas.
    A linguagem "sms" em tudo onde se escreve.
    O "pitês".

    Digam-me realmente, onde estamos nós a chegar?

    Não usem o argumento de que são pequenas coisas, e que não afectam em nada.
    São as pequenas coisas que mais afectam, e são nessas que nos devemos focar mais.



    Eu acho, pessoalmente, que aos poucos e poucos, vamos tendo um português pior em termos de qualidade. Vamos perdendo identidade cultural. Vamos aos poucos e poucos entrando num mundo global, onde é tudo muito similar.

    Nota, eu não digo isto, por me achar um grande mestre do Português. Não o sou, nem nunca o serei.
    E tenho notas que mo comprovam isso, mas que sempre admirei o bem falar e escrever português, isso sim e acho que deve ser preservado.
    Claro, com pessoas a ser fuziladas no Afeganistão, o problema com o qual nos devemos preocupar é, certamente, o alegado 'mau português da juventude'.
    Agora sem sarcasmo, não acho de todo que o português em si está a piorar. A juventude sempre falou de maneira peculiar. A diferença é que hoje em dia têm televisão e tudo em inglês, daí a introdução de estrangeirismos.
    I'm sexy

  3. #13
    Ex-Ban shalt's Avatar
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    mas por esta gente ainda falavamos latim
    a minima evolução monta se um escandalo

  4. #14
    Equipa de Jogo Cromo's Avatar
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    Citação Resposta Original de Açores_20 Ver Post
    http://1.bp.blogspot.com/_0iE69u3UBL...0/DSC_0350.JPG


    por outro mal o estrangeirismo até é bom que aconteça para que se possa aproximar cada vez mais de uma linguagem universar.

    quanto à escrita dos jovens é que é pior porque acabam por escrever em exames coisas como K em vez de que...
    Isso é a mania dos franceses, que sempre detestaram o inglês, porque de resto TODOS os sinais de trânsito devem ser universais.

  5. #15
    APPLAUSE Fotomik's Avatar
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    Citação Resposta Original de VHM Ver Post
    Entre o acordo ortográfico.
    Agora a publicidade do Mudasti.
    E as recentes "manias" da juventude portuguesa de usar estrangeirismos, tais como "whatever", "be rigth back", entre outras tantas.
    A linguagem "sms" em tudo onde se escreve.
    O "pitês".

    Digam-me realmente, onde estamos nós a chegar?
    Repara que não são estrangeirismos sao "inglesismos". Tu não vês serem usadas muitas outras palavras e expressões em outras linguas, talvez com a excepção do "hasta", mas convenhamos que a maioria das expressões são inglesas.

    Se a esmagadora maioria das expressões são inglesas e não de outras línguas, é pertinente questionar o porquê disso, para que possamos perceber porque motivo isto começou e porque motivo (se o há) este fenómeno continua em expansão.

    E penso que a resposta é imediata: internet. A internet foi uma das melhores coisas que a humanidade conheçeu. Acho que com a internet percebemos e vemos com menos indiferença que há mais pessoas além das que vivem connosco na nossa cidade ou país. Ou seja, se quando eramos pequenos nós diziam os paises do mundo e nos falavam das pessoas de lá nós eramos algo indiferentes. Com a internet essa indiferença não existe, pois com ela interagimos com outras de outros paises, de outras culturas etc.

    E a palavra chave é essa: interacção. Hoje em dia, pela internet é possivel alguém que viva na roménia mostrar as suas ideias a algúem que viva em portugal, ou é possível que um filandês e um turco trabalhem mais facilmente num projecto, ou simplesmente, é possível pôr um italiano a falar com um senegalês. E desta interacção resultaram e continuarão a resultar coisas muito boas para a humanidade. O próprio Travian depende desta interacção.

    Mas para que tudo isto aconteça é necessário o inglês. Nesta interacção usa-se o inglês. Dai a usá-lo com pessoas do mesmo pais é só um passo. Não se usam frases longas porque isso é pouco prático, de facto é sempre mais facil escrever frases na nossa língua que noutra, mas pequenas expressões ficam. E são essas expressões que me parece que discutimos aqui.

    Mas pode-se dizer na mesma: ok, podemos interagir com pessoas de outros paises mas com as do nosso, usamos expressoes portuguesas: podemos, mas acho que o problema aqui é não ser algo tão instintivo. No nosso inconsciente procuramos um padrão, algo que se funciona hoje, funciona amanhã. E como não vamos falar de um "sitio" a um ingles, falamo-lhe de um "site", mas ao falar de um "site" a um ingles, não vamos falar de um "sitio" a um português, falamos de "site" ao português. Acho que se percebe onde quero chegar.

    O pitex é que não percebo mesmo sequer porque surgiu. "Tornar a escrita mais rápida" já é um argumento mau, ainda mais quando se vê escrito "maix". E agora? A substituição do "s" pelo "x", também foi para se escrever mais rápido?


    Citação Resposta Original de VHM Ver Post
    Mas não cabe só a cada um de nós, infelizmente, e cada vez mais dão razão ao que vou dizer.
    Cabe em grande medida aos cabeça de vento que temos a governar e nos ministérios.
    Discordo. A forma como usamos o português depende de nós, não do ministério.
    Se estamos a ficar atrasados pela forma como usamos o português, é culpa nossa, não do governo.
    Mais ainda assim penso que deverás explicar melhor a relação entre mau uso da linguagem e o "[mau] estado em que isto está".


    Citação Resposta Original de VHM Ver Post
    Exactamente.
    Depois ainda se admiram no estado em que isto anda, e que não há mão-de-obra qualificada, e menos gente a conseguir ir para as faculdades, e as médias a descer mais e bla bla bla, por ai fora (se fosse a usar um estrangeirismo seria "and so on...", mas para quê, se a Língua Portuguesa é tão expressiva?).
    Continuo sem perceber qual a associação entre mão-de-obra qualificada e usar bem o português

    Citação Resposta Original de VHM Ver Post
    Eu não gosto muito da ideia da "aldeia global".
    Trás beneficios e maleficios.
    Porque não gostas?

    Citação Resposta Original de metabot Ver Post
    Claro, com pessoas a ser fuziladas no Afeganistão, o problema com o qual nos devemos preocupar é, certamente, o alegado 'mau português da juventude'.
    Isso não implica que não possamos debater o caso.
    Por essa lógica nem deviamos sequer jogar Travian, em vez disso deviamos estar a ajudar as crianças no Afenagistão

    —› adicionado em: 16/08/10 as: 05:04:54

    Citação Resposta Original de VHM Ver Post
    Será que em vez de facilitismos quando cada vez se fala pior uma língua, são cada vez mais incentivados a serem mais exigentes e rigorosos no ensino?
    ???
    A minha mãe trabalha numa escola e que eu saiba lá escrever "axxim" ainda é erro.
    Por isso não vejo de que facilitimo que se possa aplicar aqui falas.
    Editado pela última vez por Fotomik; 16.08.2010 às 15:04. Razão: Doublepost junto automaticamente

  6. #16
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    Para começar, muito bom post Fotomik


    Citação Resposta Original de VHM Ver Post
    Entre o acordo ortográfico.
    Agora a publicidade do Mudasti.
    E as recentes "manias" da juventude portuguesa de usar estrangeirismos, tais como "whatever", "be rigth back", entre outras tantas.
    A linguagem "sms" em tudo onde se escreve.
    O "pitês".

    Digam-me realmente, onde estamos nós a chegar?

    Não usem o argumento de que são pequenas coisas, e que não afectam em nada.
    São as pequenas coisas que mais afectam, e são nessas que nos devemos focar mais.



    Eu acho, pessoalmente, que aos poucos e poucos, vamos tendo um português pior em termos de qualidade. Vamos perdendo identidade cultural. Vamos aos poucos e poucos entrando num mundo global, onde é tudo muito similar.

    Nota, eu não digo isto, por me achar um grande mestre do Português. Não o sou, nem nunca o serei.
    E tenho notas que mo comprovam isso, mas que sempre admirei o bem falar e escrever português, isso sim e acho que deve ser preservado.
    Isso tem prós e contrás. Ontem comprei o livro e estando a lê-lo observei que a tradução fora feita com o novo acordo ortográfico. Não sei porquê repugnou-me, mas depois aceitei esse facto, apesar de ainda sentir um disconforto sempre que leio palavras como: Detetou. Muda completamente a fonética da palavra. Mas agora já não vale a pena falar disso. Penso que o acordo foi mais feito por causa de necessidade de manter Brasil e Portugal interligados, do que propriamente por necessidades linguísticas.

    Não sou usuário de telemóvel por isso não tive grande tentação em usar o pitês, no entanto uso a internet de uma forma...assídua.

    Há alguns anos atrás confesso que a minha escrita era um horror, comia letras, trocava letras, metia mal os espaços, etc. Hoje em dia ainda me debato com alguns hábitos como esses, especialmente o último, tenho uma tendência a meter os espaços sempre no sítio errado, e assim as palavras apesar de bem escritas ficam uma confusão.

    Outra confusão que eu pessoalmente tenho é em exprimir as minhas ideias somente numa língua. Quando falo misturo as quatro línguas que costumo usar: Romeno, Russo, Inglês e Português. A nossa mente, como Fotomik mencionou, procura sempre a maneira mais optimizada de pensar.

    No entanto orgulho-me por escrever bem o português, apesar de ser um estrangeiro, e apesar de cometer erros a escrever no mundo cyber, raramento faço erros quando escrevo em papel.

    Posso dizer muito ainda sobre o assunto mas só tornaria o post mais desinteressante.
    Editado pela última vez por McCross; 16.08.2010 às 16:22.



  7. #17
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    Citação Resposta Original de Fotomik Ver Post
    Repara que não são estrangeirismos sao "inglesismos". Tu não vês serem usadas muitas outras palavras e expressões em outras linguas, talvez com a excepção do "hasta", mas convenhamos que a maioria das expressões são inglesas.

    Se a esmagadora maioria das expressões são inglesas e não de outras línguas, é pertinente questionar o porquê disso, para que possamos perceber porque motivo isto começou e porque motivo (se o há) este fenómeno continua em expansão.

    E penso que a resposta é imediata: internet. A internet foi uma das melhores coisas que a humanidade conheçeu. Acho que com a internet percebemos e vemos com menos indiferença que há mais pessoas além das que vivem connosco na nossa cidade ou país. Ou seja, se quando eramos pequenos nós diziam os paises do mundo e nos falavam das pessoas de lá nós eramos algo indiferentes. Com a internet essa indiferença não existe, pois com ela interagimos com outras de outros paises, de outras culturas etc.

    E a palavra chave é essa: interacção. Hoje em dia, pela internet é possivel alguém que viva na roménia mostrar as suas ideias a algúem que viva em portugal, ou é possível que um filandês e um turco trabalhem mais facilmente num projecto, ou simplesmente, é possível pôr um italiano a falar com um senegalês. E desta interacção resultaram e continuarão a resultar coisas muito boas para a humanidade. O próprio Travian depende desta interacção.

    Mas para que tudo isto aconteça é necessário o inglês. Nesta interacção usa-se o inglês. Dai a usá-lo com pessoas do mesmo pais é só um passo. Não se usam frases longas porque isso é pouco prático, de facto é sempre mais facil escrever frases na nossa língua que noutra, mas pequenas expressões ficam. E são essas expressões que me parece que discutimos aqui.

    Mas pode-se dizer na mesma: ok, podemos interagir com pessoas de outros paises mas com as do nosso, usamos expressoes portuguesas: podemos, mas acho que o problema aqui é não ser algo tão instintivo. No nosso inconsciente procuramos um padrão, algo que se funciona hoje, funciona amanhã. E como não vamos falar de um "sitio" a um ingles, falamo-lhe de um "site", mas ao falar de um "site" a um ingles, não vamos falar de um "sitio" a um português, falamos de "site" ao português. Acho que se percebe onde quero chegar.

    O pitex é que não percebo mesmo sequer porque surgiu. "Tornar a escrita mais rápida" já é um argumento mau, ainda mais quando se vê escrito "maix". E agora? A substituição do "s" pelo "x", também foi para se escrever mais rápido?




    Discordo. A forma como usamos o português depende de nós, não do ministério.
    Se estamos a ficar atrasados pela forma como usamos o português, é culpa nossa, não do governo.
    Mais ainda assim penso que deverás explicar melhor a relação entre mau uso da linguagem e o "[mau] estado em que isto está".




    Continuo sem perceber qual a associação entre mão-de-obra qualificada e usar bem o português



    Porque não gostas?



    Isso não implica que não possamos debater o caso.
    Por essa lógica nem deviamos sequer jogar Travian, em vez disso deviamos estar a ajudar as crianças no Afenagistão

    —› adicionado em: 16/08/10 as: 05:04:54



    ???
    A minha mãe trabalha numa escola e que eu saiba lá escrever "axxim" ainda é erro.
    Por isso não vejo de que facilitimo que se possa aplicar aqui falas.
    Pessoas que chumbam x vezes, agora tem a possibilidade, de todos, e não é só certos casos, de fazer um exame para passar logo para o 10º ano.
    Um exemplo.
    Cada vez mudam mais a gramática. E agora com este novo acordo ainda mais.
    Depende de professor para professor.
    Há professores que implicam com má caligrafia, má capacidade de expressão, mau uso de acentuação.
    E não digam que isso cada vez vai sendo mais dificil, porque não o é. Tenho colegas na faculdade que tem caligrafias horriveis e escrevem mal como tudo, e no entanto, os professores deixam isso de lado e "deviam ter aprendido a escrever na primária".
    Se há tanta gente que vai para assim ao Ensino Superior, não é por maior exigência.


    No que disse acima, o Ministério não tem também a ver com isto?
    Ministério da Cultura? Educação?

    O Português não é um exame obrigatório a vários cursos superiores?
    Logo, se não passam o exame, como chegam ao ensino superior?
    Se não chegam ao ensino superior, como conseguem se tornar mão-de-obra qualificada?


    Disse que traziam tantos beneficios como maleficios. E um deles tem a ver com economia.


    Eu quando falo com ingleses uso inglês.
    Quando tenho de ir ao castellhano, vou ao castelhano.
    Ainda me tento safar no francês.
    Mas depois, quando vou para falar o Português, falo português.
    Eu nem falei mal da internet... Nem sequer ai fui.
    Mas de que serve. De que me ajuda. No que beneficia. Eu conseguir usar uma expressão "whatever", "what else", "maybe" no dia a dia?
    Isso não me ensina a falar melhor inglês.

    O problema é que eu foco-me num problema, mas vocês vão ao ponto mais rebuscado e vão puxar ainda mais.
    Se eu há algo que é universalmente chamado "site" ou "ice tea", ou ainda "iphone", só para terem um exemplo, não vou traduzir por "sitio", nem "chá gelado" nem "eutelefone". São um tipo de estrangeirismo diferente do que me refiro.
    Eu refiro é a capacidade de ao interagirmos entre nós, nós falantes da Língua Portuguesa, e em vez de usarmos coisas como "talvez" dizemos "maybe", "tanto faz" fica "whatever". "Chato" é "Boring".
    Isso não é tanto estrangeirismo quanto isso.
    E ainda o "Amo-te" fica "I Love U".

  8. #18
    Inna di red
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    Bom, que posso dizer eu?
    Acordo ortográfico não concordo, mas pensando bem, que se lixe, se é apra evolui que evolu-a, mas vou continuar a escrever da mesma forma...
    O mudasti no dicionário não faz sentido e ninguém aprovaria isso, pergunto-me como é que as pessoas que participaram na publicidade se concordam ou não
    Pitêx já usei, mas deixei de pressa e comecei a achar mal de quem usasse.
    E nao tenho nada contra o uso das palavras inglesas, eu uso 1 ou outra, mas raramente, até acho que fica bem e nao acho nada de estrageirismos ^^

  9. #19
    Membro do Fórum S.O.A.D Rulez's Avatar
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    Prefiro muitas vezes falar ingles do que portugues, acho a lingua mais bonita... Ate ja levei advertencia por isso e tudo :icon_lol:

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